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Urbano Dev · padrão de desenvolvimento

Como um sistema nosso é construído.

Software não falha só quando quebra. Falha quando ninguém percebe que quebrou, quando a correção some junto com quem a fez, quando o sistema não abre no celular de quem precisa dele. Este documento descreve o método que usamos para que essas três coisas não aconteçam — e é o mesmo método em todos os projetos, do primeiro dia ao sistema em produção.

Ciclo obrigatório por mudança Testes automatizados LGPD desde o desenho Acessibilidade de origem Monitoramento com alerta
O que isso muda para quem contrata

Três compromissos, na ordem em que costumam importar.

O defeito aparece antes do seu cliente

Cada mudança passa por testes automáticos que rodam sozinhos, e o sistema no ar é vigiado do lado de fora, de minuto em minuto. Quando algo cai, quem descobre somos nós — não a pessoa que estava tentando usar.

Nada depende de uma pessoa lembrar

As regras de trabalho não são combinado verbal: são verificadas pela própria ferramenta a cada alteração. Quem entra no projeto depois herda a regra funcionando, e não uma tradição oral.

Você consegue auditar o que foi feito

Toda mudança fica registrada com data, motivo e efeito prático, em linguagem de quem usa — não só em linguagem de programador. É o que permite conferir o que você contratou e o que recebeu.

O ciclo que toda mudança percorre

Sete etapas, sempre nesta ordem.

Da menor correção à funcionalidade nova. Não é sugestão de boas práticas: pular etapa é bloqueado pela ferramenta.

01

Analisar

Entender o que a mudança encosta antes de escrever a primeira linha. A maior parte dos defeitos caros nasce aqui, e não na digitação.

02

Construir

Fazer o que foi pedido, sem carona. Funcionalidade que ninguém pediu é custo de manutenção que ninguém aprovou.

03

Testar

Teste automático que roda a cada alteração, e teste no navegador de verdade — porque tela quebrada com teste verde é um modo de falha real, não hipótese.

04

Conferir a segurança

Quem vê o quê. Em sistema com vários clientes na mesma base, a separação é provada requisição a requisição, não confiada ao desenho.

05

Registrar a alteração

Uma mudança por registro, com o motivo escrito. Seis meses depois, o motivo é a única coisa que ninguém consegue reconstituir sozinho.

06

Documentar

A documentação acompanha a mudança no mesmo momento. Documentação que fica para depois descreve um sistema que já não existe.

07

Deixar o ponto marcado

Ao fim de cada bloco de trabalho fica escrito o que ficou pronto, o que está em andamento e o que falta. É o que permite retomar sem redescobrir.

O que já vem de fábrica

Itens que em muitos orçamentos aparecem como opcional.

Aqui fazem parte do sistema desde a primeira tela.

Privacidade tratada como requisito

Termos com versão e aceite registrado, consentimento separado por finalidade e revogável, prazo de guarda escrito com descarte automático, e o direito de a pessoa levar os próprios dados embora em formato aberto.

Separação entre clientes, provada

Quando o sistema atende várias organizações, nenhuma requisição roda sem saber a qual delas pertence — e isso é verificado por teste em cada rota, não apenas na camada de banco.

Segredos nascem no servidor

Senha, chave e token de integração são gerados por nós, guardados cifrados e exibidos uma única vez. O sistema nunca aceita, de fora, um valor que vire credencial.

Acessibilidade de origem

Ajuste de tamanho de texto, contraste em dois sentidos, espaçamento de leitura, guia de leitura, pausa de animação — mais tradução em Libras pelo widget oficial do governo brasileiro, sem custo para você.

Tema claro e escuro, sempre

Toda tela nasce nos dois temas, com contraste conferido por verificação automática nos dois. Não é gosto: é o que mantém a tela legível para quem enxerga pouco e para quem trabalha à noite.

Vira aplicativo no celular

O sistema se instala na tela inicial do telefone e do computador, com ícone e nome próprios, sem passar por loja de aplicativos e sem custo de publicação recorrente.

Cópia de segurança cifrada

Backup automático diário, cifrado antes de sair da máquina — porque cópia de segurança carrega os mesmos dados pessoais que o sistema, e merece a mesma proteção.

Trilha de quem alterou o quê

Alterações relevantes ficam registradas com autor, data e valor anterior. Campos sensíveis aparecem mascarados: fica provado que mudaram, sem expor o conteúdo.

Monitoramento

Vigiar não é olhar o site e ver se abre.

Uma distinção que muda o resultado na prática.

Um endereço pode responder “tudo certo” com o sistema morto por trás. Por isso a verificação não olha só a resposta: ela confere o conteúdo que voltou.

O alerta também é testado de propósito, provocando uma falha real para ver se o aviso chega. Monitor que nunca disparou é indistinguível de monitor quebrado — e as duas situações só se revelam no pior dia.

O que você recebe além do sistema

O sistema é uma parte da entrega.

Registro de mudanças legível

Uma lista do que mudou para quem usa, agrupada por tipo, escrita sem jargão. Serve para comunicar sua própria equipe.

Três ambientes separados

Um para desenvolver, um para você aprovar antes de valer, e o de produção. Nada estreia direto no ambiente onde estão os dados reais.

Código e documentação versionados

Todo o histórico fica versionado e é entregável. Você não fica preso ao fornecedor por falta de acesso ao que já pagou.

Sete perguntas para fazer a qualquer fornecedor

Inclusive a nós.

São as perguntas cujas respostas separam um sistema que envelhece bem de um que só parece pronto na apresentação.

01

Como vocês descobrem que o sistema caiu?Se a resposta for “o cliente avisa”, o custo da queda é seu.

02

O que acontece se a pessoa que fez isto sair amanhã?A resposta está na documentação, não na confiança.

03

Onde está escrito por que essa decisão foi tomada?O código conta o quê; quase nunca conta o porquê.

04

Quais dados pessoais o sistema guarda, e por quanto tempo?Dado sem prazo é dado guardado para sempre por omissão.

05

Como se prova que um cliente não enxerga o dado do outro?“O sistema foi feito assim” não é prova. Teste é.

06

A tela funciona para quem enxerga pouco?Acessibilidade depois da entrega custa a reescrita da interface.

07

Se eu quiser trocar de fornecedor, o que sai comigo?Código, dados e documentação — ou dependência.

Tem um projeto em mente? Vamos conversar.

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